Preocupados com as conseqüências da implementação mal sucedida de uma série de políticas públicas que almejavam conter a crise mundial, jovens líderes de vinte e cinco países se reuniram no Centro Europeu de Juventudes em Budapeste (Hungria) para discutir a inclusão de jovens no cenário político global, reformas democráticas e soluções para a crise financeira.
O evento, realizado pela International Federation of Liberal Youth (IFLRY), aconteceu entre os dias 7 e 8 de abril e teve como ponto máximo a discussão do texto “Crise Financeira: Uma oportunidade para maximizar o empreendedorismo” encaminhado pela Juventude Democratas em parceria com a Jongeren Organisatie Vrijheid en Democratie e a Centerpartiets Ungdomsförbund – juventudes partidárias, respectivamente, da Holanda e Suécia.
O texto, aprovado pelos presentes para integrar o quadro de resoluções da IFLRY, reafirma a necessidade de colapsos e falências como mecanismo de inovação econômica e prevenção de monopólios, expressa satisfação pelas nações que ao invés de socorrer empresas com dificuldades financeiras vêm reduzindo taxas e burocracia, condena os prejuízos gerados por barreiras alfandegárias e considera o comércio internacional uma das maiores ferramentas rumo à paz mundial.
Segundo João Victor Guedes, tesoureiro da IFLRY e vice-presidente nacional da Juventude Democratas, “é fundamental reconhecer o mérito dos empreendedores que têm gerado lucro e empregos mesmo em um cenário de crise. Para tal, não se pode gastar mais dinheiro público salvando empresas endividadas. O caminho é reduzir a legislação tributária e deixá-los crescer ainda mais”.
Além deste tema, os jovens presentes puderam discutir o atual cenário vivido pela Hungria, dominada pelo primeiro-ministro Viktor Órban e seu partido de extrema-direita Fidesz. Foi interessante perceber que, há duas décadas, Órban participava de eventos realizados pela International Federation of Liberal Youth.
Como afirmou Thomas Leys, presidente da organização, “isto prova que devemos estar sempre atentos para nossos jovens líderes. Se quisermos um futuro melhor, devemos dar a eles ferramentas para que desenvolvam seus valores democráticos sem permitir que caiam no caminho do populismo anti-democrático, do extremismo e da corrupção.”
Por fim, os presentes realizaram uma manifestação contra o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko a partir de uma série de vídeos onde batiam palmas – prática proibida em eventos públicos no país – e proferiam frases em diferentes línguas manifestando apoio a valores democráticos.








